Home A Banda Entrevistas, Artigos e Reviews Entrevistas com o Mikko 2012 - Últimas Noticias (Equador)

2012 - Últimas Noticias (Equador)

Apocalyptica, sinfonia quebradora de pescoços
(por Luis Fernando Orquera)

Nosso repórter de “Emepetres”, Luis Fernando Orquera, conversou com Mikko Siren, baterista do Apocalyptica, a poucas horas da primeira apresentação de sua história em Quito. A seguir, apresentamos os destaques dessa troca de correspondências.

Antes de mais nada, bem vindo a Quito. A gente aqui conhece vocês desde o “Plays Metallica...”. Imagina o quanto estão ansiosos para vê-los?
Também estamos felizes por vir finalmente. Prometo que vamos fazer um grande show que incluir uma retrospectiva de toda a história do Apocalyptica. Haverá muita energia do rock com emoções e momentos clássicos. Não perderia isso! De fato, não posso fazer mesmo se quisesse.

Escuta, é complicado viajar com violoncelos?
Essa é uma boa pergunta! É um desafio viajar com esses malditos violoncelos (risos). São muito sensíveis às mudanças de temperatura e sempre acontece algo inesperado. Tal como os violoncelistas, que são tipos complicados (risos). Creio que seria mais fácil tocar em um grupo mais tradicional, mas não seria tão divertido nem tão próximo.

Vocês quase não tem descanso entre as apresentações e vôos. Como sobrevivem?
De fato, nossa equipe que faz o trabalho duro. Nós somos uns vagabundos aspirantes a estrelas do rock.

Você viu uma mudança na percepção que músicos acadêmicos têm do metal, desde que vocês começaram?
Claro! No inicio dos anos 90, havia uma divisão entre o mundo do metal e o clássico, porém creio que agora é mais comum fazer coisas sem separá-los. Especialmente os jovens. Eles fazem música sem travar-se em restrições.

A quem admira mais: violoncelistas, bateristas, vocalistas ou guitarristas?
Admiro pessoalmente aos músicos. Há uma grande diferença entre músicos e instrumentistas. E meu ponto fraco são os gritarristas.

Como foram os primeiros dias de tocar metal com violoncelos? Agora já não é mais tanta novidade?
De início, tocávamos em acampamentos de estudantes de música e obviamente amavam a idéia. Na primeira apresentação em publico da banda, houve gente que se jogavam no palco, que batiam cabeça ou que ficavam loucos (como se supõe que deve ser). Agora já não é tanta novidade ter instrumentos não habituais. As pessoas se acostumam a tudo.

Ter trabalhado com vários músicos caracteriza vocês. É mais fácil com eles que com advogados ou executivos?
Lidar com advogados e gravadoras é uma tortura. Se pudesse trabalhar só com música, estaria no céu, mas isso não vai acontecer. Pode aprender muito com esses projetos musicais e se descobrem novas faces de si próprio. E suas personalidades, (dos músicos com quem já trabalhou) as amo!

Por que está tão presente a música do Metallica em seu repertório?
Creio que é uma das maiores bandas da cena do metal. Além disso, há qualidades em sua música que se transportam bem ao violoncelo. Há riffs poderosos, mas também charmosas melodias e harmonias românticas.

O último disco de vocês, “7th Symphony”, tem um ar mais progressivo que os anteriores. Quiseram voltar às raízes clássicas?
Foi uma situação natural para nós. Queríamos romper com os esquemas das composições tradicionais de canções e tentar nos expressar como fazíamos no inicio. Queríamos encontrar esse lado incorrompível da banda de novo.

Obrigada por seu tempo e muita sorte no concerto. Alguma palavra final para os fãs?
Como disse, estamos honrados por visitar seu charmoso país. Espero vê-los todos lá! Faremos uma noite para recordar! Sejam barulhentos e vitais quando cheguem lá! Nos veremos em breve!



Tradução do espanhol para o português por Carolina Galuppo
Fonte: Últimas Noticias
 

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