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2012 - Apocalyptica no CIEC por El Universal (Venezuela)

90 segundos de sonoridade finlandesa na Metropolitana
Apocalyptica em Caracas: “São muito hospitaleiros”



apo caracas
Apesar da pose de músicos clássicos, como se tocassem em alguma sinfônica, mostraram a energia do metal e carisma pessoal. Ofereceram um show impecável, com o som a seu favor. A cumplicidade de seus seguidores estava no ponto.

(por William Padrón)

A pontualidade foi parte do detonante junto aos fogos de artifício que ofereceu a banda venezuelana Sibelius. As 8:00 da noite, o Centro Internacional de Exposiciones Caracas (CIEC), da Universidade Metropolitana, recebia uma dose de rock sinfônico de origem nacional. Muito bem executado, lidando com a complicada acústica do recinto. Exatamente meia hora de show.

As 9:00 da noite, os violoncelistas finlandeses Eicca Toppinen, Paavo Lotjonen, Perttu Kivilaakso e o baterista Mikko Siren aparecem no palco para interpretar os temas de sua mais recente produção, “7th Symphony”. Sua segunda vez com o público venezuelano.

“On the Rooftop With Quasimodo”, “2010” e “Grace” incendiaram o animo dos seus seguidores. A mescla de rock sinfônico, levados por contundentes riffs de violoncelos energéticos e uma bateria perfeitamente sincronizada com batidas poderosas que algumas vezes pareciam replicar algo do hardcore, iam ser o menu sonoro.

“Olá Caracas, estão preparados para o Apocalyptica? Vamos ter um grande show”. Apesar da pose de músicos clássicos, como se tocassem em alguma sinfônica, o Apocalyptica mostrava essa energia do metal e carisma pessoal.

“Boa noite Caracas, como estão?”, cumprimento que deu lugar ao cover de “Master of Puppets”, do Metallica. O publico aproveitou para cantar cada frase e desfrutar os solos feitos por seus violoncelos e entoar seus coros.

Aparece o vocalista Tipe Johnson para interpretar “I’m Not Jesus”, a primeira música que a banda canta frente ao público. A versão de estúdio é interpretada por Corey Taylor (Slipknot). Perttu Kivilaakso aproveita para fazer um solo de violoncelo, relaxado, o que deixou a platéia com uma certa calma hipnótica e passaram para Bittersweet, que se uniu ao cover “Nothing Else Matters” do Metallica.

Perttu se deteve para conversar, apresentar a banda e elogiar a Gustavo Dudamel e a Orquestra Sinfônica como “uma das maiores do mundo”.

Toda a intenção da banda estava posta em agradar ao publico com palavras que incentivaram em espanhol. Um dos momentos mais explosivos foi “Seek and Destroy”, outra vez do Metallica, foi o momento de maior intensidade entre banda e público. “É muito emocionante ver tanta gente feliz”, comenta Toppinen e promete metal. Outro cover, “Inquisition Symphony” dos brasileiros do Sepultura.

Apocalyptica deixa o cenário por um momento para a falsa despedida. “At the Gates of Manala”, sobre Tippen a cantar “I Don’t Care”. Foi seguida por “Enter Sadman”, do Metallica. Durante o interval, Mikko Siren levanta uma bandeira da Venezuela com o nome Apocalyptica escrito com canetinha na listra amarela… a cumplicidade dos seus seguidores já estava ciente do final dos 90 minutos de show.

Apocalyptica deu um show impecável, com a sonoridade a seu favor e despediu-se com “absolutamente fantástico. São gente muito hospitaleira”.

E não foi o fim, voltaram com “Hall of the Mountain King”, interrompida pelo gritos dos leões de Caracas.


Tradução do espanhol para o português por Carolina Galuppo
Fonte: El Universal
 

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